Uglies

Uglies Vol.4: Excecionais

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Críticas Recentes

«E pronto, chegámos ao fim de mais uma saga de Scott Westerfeld. Desta vez, o autor decidiu protagonizar as aventuras com Aya Fuse, uma japonesa Imperfeita de 15 anos que tem tanto de corajosa como de ambição. Sempre acompanhada com uma amiga robotizada e sempre com o apoio do irmão Hiro, Ren e Frizz, vai-se ver envolvida em mil e uma aventuras, todas elas perigosas, mas que irão contribuir para todo o crescimento da personagem.


Vejo este último volume como uma revisão e um relançamento dos três livros anteriores, pois Aya vai viver a amizade, a confiança e o amor todo de uma vez, enquanto que Tally passou por todas estas fases em muito mais tempo.
Tally não está ausente, tal como Daniel. Ambos, juntamente com Shay, Fausto e outros, aparecem nos últimos capítulos, piorando e tornando toda a missão de Aya muito mais complexa e cheia de adrenalina... e dores!


No geral, penso que gostei mais deste livro, visto que serviu bem como conclusão e teve um final bastante humorístico e com um "ponto final", deixando-nos assim com um final definitivo e não com a promessa de mais.
Apesar de ser diferente e de contribuir com algo para a história, não percebi o porquê do escritor seleccionar toda uma comunidade de personagens japonesas. Penso que esta alteração não foi assim tão significativa, visto que, no "tempo" de Tally, a tecnologia era tão avançada como nesta geração.


Gostei dos novos conceitos da sociedade de Aya, tal como das descrições, apesar destas muitas vezes serem um pouco confusas e por isso ser difícil imaginar todos os cenários e até acções. Salvar o mundo e a natureza continuam presentes, o que é das poucas coisas que não evoluiram ao longo dos quatro livros.» 
http://www.segredodoslivros.com/livros-infantis-juvenis/excecionais.html

- Inês Santos (Segredo dos Livros)

«Com a chancela da Vogais, chega-nos o quarto volume da série de ficção científica de Scott Westerfeld, Uglies.

Depois dos acontecimentos passados, marcados pela queda do regime comandado pelos especiais, o mundo inicia uma nova fase. Dentro de uma determinada cidade, as pessoas vivem sem regras definidas e as hierarquias são pautadas pela popularidade. Todos lutam pela fama, afinal, é dessa forma que têm poder, e num mundo onde não se é conhecido, não se existe. Aya Fuse, a protagonista deste livro, surge inserida nesta sociedade.

Apesar de ter apenas 15 anos, Aya está completamente empenhada em sair do anonimato e procura, a todo o custo, pela história certa que a irá tornar conhecida. Insatisfeita pela sua condição, e por ainda não poder realizar as tão desejadas cirurgias estéticas que aperfeiçoam a imagem, Aya acredita que a sua única hipótese será a de integrar um grupo clandestino e, assim, embarca numa aventura perigosa que vai alterar, por completo, a sua perceção do mundo, de beleza e de fama.

Através deste quarto livro, Scott Westerfeld revela o porquê da série não poder ter ficado concluída com a queda do regime dos perfeitos. Afinal, depois de uma destruição existe sempre um longo trabalho de construção, e é isto que o autor quer mostrar aos seus leitores: que os finais felizes não chegam com a queda dos vilões, mas pelo trabalho dos heróis na construção de um mundo melhor.

A leitura continua a ser pautada por uma sequência de acontecimentos rápida e uma linguagem bastante simples e acessível. Afinal, trata-se claramente de um livro destinado a um público jovem, o que se confirma pela existência de alguns problemas comuns entre adolescentes, podendo ser este o ponto mais fraco do livro. Contudo, a grande mensagem que o autor tenta transmitir é destinada a todas as idades.

As preocupações ambientais são uma constante. Westerfekd sensibiliza para a questão da escassez de recursos naturais e para o afastamento do ser humano da natureza, em detrimento dos avanços tecnológicos. O autor consegue levar-nos para dentro de uma sociedade que mais parece ser uma rede social gigantesca, onde todos lutam pelo seu minuto de fama. Aqui, surge a crítica à superficialidade, à necessidade que o Homem tem de ser visto, nem que para isso se afaste de quem realmente é, e encarne uma personagem que melhor se adapta e agrada aos outros. Contudo, isto não é novo para quem tem seguido a série, resultando apenas numa repetição mais aprofundada.

A protagonista não convence completamente. Para além de fazer lembrar Tally Youngblood, a heroína dos três volumes anteriores, parece apenas ser um acessório utilizado para transmitir algo maior, sendo a sua história secundária.

Excecionais vai agradar os leitores mais jovens, ou então quem aprecie tramas de ficção científica pouco exigentes. Uma leitura que entretém e ainda consegue deixar boas mensagens» http://belalugosiisdead.blogspot.com/2011/11/critica-excecionais.html

- Cláudia Sérgio (Bela Lugosi is Dead)